{"id":1122,"date":"2025-11-05T17:18:00","date_gmt":"2025-11-05T20:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.drtiagobernardes.com.br\/?p=1122"},"modified":"2025-11-05T17:18:33","modified_gmt":"2025-11-05T20:18:33","slug":"osteotomia-periacetabular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/osteotomia-periacetabular\/","title":{"rendered":"Osteotomia periacetabular: indica\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnica e recupera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A osteotomia periacetabular \u00e9 uma cirurgia de preserva\u00e7\u00e3o do quadril que corrige a cobertura do acet\u00e1bulo, alivia a dor e protege a cartilagem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este guia explica as indica\u00e7\u00f5es, preparo, t\u00e9cnica, recupera\u00e7\u00e3o e resultados para quem avalia o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 osteotomia periacetabular<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de um realinhamento do acet\u00e1bulo, parte da pelve que forma a cavidade do quadril. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cirurgi\u00e3o realiza cortes controlados ao redor do acet\u00e1bulo, gira o fragmento para aumentar a cobertura da cabe\u00e7a do f\u00eamur e fixa com parafusos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 distribuir melhor as cargas, reduzir a sobrecarga do l\u00e1bio acetabular e preservar a articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem se beneficia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A indica\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a displasia do quadril em adolescentes e adultos jovens com dor, instabilidade ou limita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m pode ajudar em retrovers\u00e3o acetabular e vers\u00f5es assim\u00e9tricas. A decis\u00e3o considera idade, grau de desgaste, dor no dia a dia e metas de atividade f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Perfil t\u00edpico: pacientes at\u00e9 40 anos com cartilagem preservada.<\/li>\n\n\n\n<li>Contraindica\u00e7\u00e3o relativa: artrose avan\u00e7ada com perda de espa\u00e7o articular.<\/li>\n\n\n\n<li>Sintomas frequentes: dor na virilha, sensa\u00e7\u00e3o de travamento, fadiga ap\u00f3s esfor\u00e7o, quedas de rendimento no esporte.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avalia\u00e7\u00e3o e exames antes da cirurgia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O protocolo inclui hist\u00f3ria cl\u00ednica, exame f\u00edsico espec\u00edfico e imagens. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Radiografias medem cobertura, \u00e2ngulos e congru\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Resson\u00e2ncia avalia o l\u00e1bio acetabular e cartilagem.<\/li>\n\n\n\n<li>Tomografia 3D ajuda a planejar rota\u00e7\u00e3o e posi\u00e7\u00e3o final do acet\u00e1bulo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 feita a cirurgia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia \u00e9 feita em hospital, com anestesia e controle por radioscopia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cirurgi\u00e3o realiza cortes \u00f3sseos ao redor do acet\u00e1bulo, reposiciona o fragmento para cobrir melhor a cabe\u00e7a femoral e fixa com parafusos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O posicionamento final busca equil\u00edbrio entre cobertura, mobilidade e estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Osteotomia periacetabular e procedimentos combinados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cerca de uma parte dos casos, h\u00e1 necessidade de tratar o f\u00eamur proximal ou o l\u00e1bio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode haver associa\u00e7\u00e3o com osteotomia femoral para corrigir varo, valgo ou rota\u00e7\u00e3o, bem como artroscopia para reparar o l\u00e1bio acetabular e tratar o impacto femoroacetabular.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Riscos e seguran\u00e7a do procedimento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o incomuns em centros com experi\u00eancia, mas podem ocorrer. O time cir\u00fargico orienta medidas de preven\u00e7\u00e3o, monitora sinais e adota protocolos de reabilita\u00e7\u00e3o seguros.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Eventos poss\u00edveis: sangramento, trombose, parestesia transit\u00f3ria, atraso de consolida\u00e7\u00e3o, dor residual.<\/li>\n\n\n\n<li>Fatores que reduzem o risco: planejamento preciso, controle de vers\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, fisioterapia guiada.<\/li>\n\n\n\n<li>Cuidados domiciliares: sinais de alerta, ades\u00e3o \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es de carga e mobilidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recupera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja um passo a passo das etapas do processo de reabilita\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 come\u00e7a no hospital:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Semanas 0 a 2: controle de dor e edema, exerc\u00edcios de mobilidade suave, preven\u00e7\u00e3o de trombose.<\/li>\n\n\n\n<li>Semanas 3 a 6: apoio parcial, fortalecimento do core e gl\u00fateos, treino de marcha.<\/li>\n\n\n\n<li>Semanas 7 a 12: transi\u00e7\u00e3o para apoio completo, ganho de for\u00e7a e estabilidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Meses 4 a 6: retorno gradual a corridas leves e esportes sem impacto, conforme avalia\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atletas podem levar de 6 a 12 meses para voltar ao n\u00edvel competitivo. A meta \u00e9 retomar sem dor, com amplitude e controle muscular adequados. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O acompanhamento com radiografias confirma a consolida\u00e7\u00e3o e o posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resultados esperados e durabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando indicada de forma correta, a osteotomia periacetabular reduz a dor, melhora a fun\u00e7\u00e3o e diminui a progress\u00e3o do desgaste. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pacientes com cartilagem preservada, a sobrevida do quadril \u00e9 alta a longo prazo, o que adia ou evita a necessidade de pr\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas ao seu cirurgi\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Meu padr\u00e3o de displasia \u00e9 corrig\u00edvel com osteotomia periacetabular isolada?<\/li>\n\n\n\n<li>Haver\u00e1 necessidade de osteotomia femoral ou artroscopia associada?<\/li>\n\n\n\n<li>Qual cronograma de carga, fisioterapia e retorno ao trabalho \u00e9 esperado no meu caso?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais s\u00e3o os sinais de alerta que exigem contato imediato com a equipe?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estou \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o para esclarecer todas essas quest\u00f5es. <strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\">Agende sua consulta e vamos conversar sobre todos os detalhes da cirurgia, do pr\u00e9 ao p\u00f3s-operat\u00f3rio!<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQs<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que diferencia a osteotomia periacetabular de outras osteotomias do quadril?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00e9cnica atua ao redor do acet\u00e1bulo, permite corre\u00e7\u00e3o tridimensional de cobertura e vers\u00e3o, com preserva\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o nativa. Outras osteotomias t\u00eam alvos \u00f3sseos diferentes e menor capacidade de ajuste fino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando a pr\u00f3tese total \u00e9 preferida \u00e0 osteotomia periacetabular?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando h\u00e1 artrose avan\u00e7ada, dor constante em repouso e perda acentuada de cartilagem. Nesses cen\u00e1rios a substitui\u00e7\u00e3o articular tende a oferecer al\u00edvio mais previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo fico com muletas ap\u00f3s a cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em geral de seis a oito semanas, com progress\u00e3o de carga conforme consolida\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o da equipe de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Posso voltar a correr ap\u00f3s a osteotomia periacetabular?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim em muitos casos, ap\u00f3s libera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e radiogr\u00e1fica. O retorno costuma ocorrer entre o sexto e o d\u00e9cimo segundo m\u00eas, com programa de fortalecimento e t\u00e9cnica de corrida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Existe risco de precisar de nova cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O risco \u00e9 baixo, por\u00e9m existe. Pode ocorrer remo\u00e7\u00e3o de parafusos, revis\u00e3o por desconforto persistente ou indica\u00e7\u00e3o futura de pr\u00f3tese caso o desgaste progrida ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"O que diferencia a osteotomia periacetabular de outras osteotomias do quadril?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"A t\u00e9cnica atua ao redor do acet\u00e1bulo, permite corre\u00e7\u00e3o tridimensional de cobertura e vers\u00e3o, com preserva\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o nativa. 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