{"id":1133,"date":"2025-11-05T19:44:00","date_gmt":"2025-11-05T22:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.drtiagobernardes.com.br\/?p=1133"},"modified":"2025-11-05T19:45:24","modified_gmt":"2025-11-05T22:45:24","slug":"epifisiolise-femoral-proximal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/epifisiolise-femoral-proximal\/","title":{"rendered":"Epifisi\u00f3lise femoral proximal: sintomas, exame e tratamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A epifisi\u00f3lise femoral proximal \u00e9 o deslizamento da ep\u00edfise da cabe\u00e7a do f\u00eamur sobre a placa de crescimento do colo femoral. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro surge quase sempre em pr\u00e9-adolescentes e adolescentes, causando dor, altera\u00e7\u00e3o da marcha e pode evoluir com rigidez se n\u00e3o tratado a tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 epifisi\u00f3lise femoral proximal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se do dist\u00farbio do quadril mais comum nessa faixa et\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ep\u00edfise permanece na posi\u00e7\u00e3o, enquanto a met\u00e1fise escorrega para frente e para cima (o aspecto radiogr\u00e1fico d\u00e1 a impress\u00e3o de a cabe\u00e7a \u201ccair\u201d para tr\u00e1s). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema nasce na fise, regi\u00e3o mais fr\u00e1gil durante o pico de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem tem mais risco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O risco aumenta em meninos, no estir\u00e3o puberal, com sobrepeso ou obesidade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doen\u00e7as end\u00f3crinas tamb\u00e9m elevam a chance, como hipotireoidismo, hipopituitarismo, hipogonadismo e altera\u00e7\u00f5es do horm\u00f4nio do crescimento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 casos bilaterais, especialmente nos mais jovens ou com endocrinopatia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinais e sintomas t\u00edpicos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais sintomas, destaco:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dor no quadril, na virilha ou referida para a coxa e o joelho. <\/li>\n\n\n\n<li>Marcha mancando. <\/li>\n\n\n\n<li>Rota\u00e7\u00e3o externa da perna em repouso e durante a marcha. <\/li>\n\n\n\n<li>Limita\u00e7\u00e3o de rota\u00e7\u00e3o interna, flex\u00e3o e abdu\u00e7\u00e3o. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro pode ser agudo (instala\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ap\u00f3s queda) ou cr\u00f4nico (insidioso por semanas ou meses).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exame f\u00edsico e achados \u00fateis<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sinal de Drehmann \u00e9 frequente: durante a flex\u00e3o passiva do quadril, ocorre rota\u00e7\u00e3o externa e abdu\u00e7\u00e3o involunt\u00e1rias. A manobra \u00e9 sugestiva quando h\u00e1 dor e bloqueio para rota\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diagn\u00f3stico por imagem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radiografia em anteroposterior e perfil em posi\u00e7\u00e3o de r\u00e3 \u00e9 o exame inicial. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sinal de Trethowan (linha de Klein) ajuda: no quadril normal, a linha tangencia a ep\u00edfise; na epifisi\u00f3lise femoral proximal, a linha n\u00e3o cruza a ep\u00edfise. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos iniciais duvidosos, a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica detecta edema e altera\u00e7\u00f5es precoces da fise.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conduta imediata ao suspeitar do quadro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja o que fazer em caso de suspeita de epifisi\u00f3lise femoral proximal:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Suspender apoio e imobilizar de forma segura at\u00e9 avalia\u00e7\u00e3o ortop\u00e9dica. <\/li>\n\n\n\n<li>Solicitar radiografias bilaterais. <\/li>\n\n\n\n<li>Encaminhar com prioridade para servi\u00e7o com capacidade cir\u00fargica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento cir\u00fargico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 impedir a progress\u00e3o do deslizamento e preservar a cabe\u00e7a femoral. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00e9cnica mais usada \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o <em>in situ<\/em> com parafuso canulado por via percut\u00e2nea, sem tentar reduzir o desvio em casos est\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos inst\u00e1veis, a cirurgia \u00e9 urgente, com cuidado para n\u00e3o comprometer a vasculariza\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a femoral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Passos gerais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Interna\u00e7\u00e3o e analgesia, com suspens\u00e3o total de carga.<\/li>\n\n\n\n<li>Planejamento com radiografias em boas incid\u00eancias.<\/li>\n\n\n\n<li>Fixa\u00e7\u00e3o com um parafuso central transficial para estabilizar a fise.<\/li>\n\n\n\n<li>Checagem de posi\u00e7\u00e3o do implante e fechamento da placa de crescimento ao longo do seguimento.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fixa\u00e7\u00e3o profil\u00e1tica contralateral<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode ser considerada em pacientes com alto risco de bilateralidade, como mais jovens (pr\u00e9-pico puberal) e portadores de doen\u00e7as metab\u00f3licas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o \u00e9 individual, compartilhada com a fam\u00edlia, ap\u00f3s discutir benef\u00edcios e riscos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Complica\u00e7\u00f5es e como reduzir o risco<\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Necrose avascular: mais comum em quadros inst\u00e1veis. Minimiza-se evitando manobras agressivas de redu\u00e7\u00e3o e operando com prioridade.<\/li>\n\n\n\n<li>Condr\u00f3lise: perda r\u00e1pida de cartilagem, com dor e rigidez. Acompanhamento pr\u00f3ximo e controle de inflama\u00e7\u00e3o ajudam a detectar cedo.<\/li>\n\n\n\n<li>Deformidade residual e impacto femoroacetabular: podem demandar procedimentos complementares em casos selecionados.<\/li>\n\n\n\n<li>Discrep\u00e2ncia de comprimento: geralmente pequena, monitorada ao longo do crescimento.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recupera\u00e7\u00e3o e retorno \u00e0s atividades<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos casos est\u00e1veis, apoios parciais com muletas costumam ser liberados ap\u00f3s poucas semanas, progredindo conforme dor e imagem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos inst\u00e1veis, o tempo sem carga \u00e9 maior. Fisioterapia foca em mobilidade segura, fortalecimento gradual e reeduca\u00e7\u00e3o da marcha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alerta para pais e cuidadores<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dor persistente no joelho em adolescente pode vir do quadril. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se houver mancar, rota\u00e7\u00e3o do p\u00e9 para fora e rigidez, <strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\">marque uma avalia\u00e7\u00e3o ortop\u00e9dica especializada, pois o diagn\u00f3stico e a cirurgia precoces protegem a fun\u00e7\u00e3o do quadril no longo prazo.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQs<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A epifisi\u00f3lise femoral proximal sempre precisa de cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. O tratamento conservador n\u00e3o impede a progress\u00e3o. A fixa\u00e7\u00e3o com parafuso estabiliza a fise e reduz complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando suspeitar de epifisi\u00f3lise femoral proximal?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adolescente com dor em quadril ou joelho, marcha alterada e rota\u00e7\u00e3o externa da perna. Na d\u00favida, radiografar ambos os quadris, incluindo posi\u00e7\u00e3o de r\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre caso est\u00e1vel e inst\u00e1vel?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No est\u00e1vel, o paciente ainda apoia com ou sem muletas. No inst\u00e1vel, n\u00e3o consegue apoiar. O inst\u00e1vel tem maior risco de necrose avascular e exige urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando considerar fixa\u00e7\u00e3o profil\u00e1tica do lado oposto?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos mais jovens, com endocrinopatia ou alto risco de bilateralidade. A decis\u00e3o \u00e9 compartilhada ap\u00f3s avaliar riscos e benef\u00edcios para cada paciente.<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"A epifisi\u00f3lise femoral proximal sempre precisa de cirurgia?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"Sim. O tratamento conservador n\u00e3o impede a progress\u00e3o. A fixa\u00e7\u00e3o com parafuso estabiliza a fise e reduz complica\u00e7\u00f5es.\"\n      }\n    },\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"Quando suspeitar de epifisi\u00f3lise femoral proximal?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"Adolescente com dor em quadril ou joelho, marcha alterada e rota\u00e7\u00e3o externa da perna. 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