{"id":1216,"date":"2026-01-04T10:00:00","date_gmt":"2026-01-04T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.drtiagobernardes.com.br\/?p=1216"},"modified":"2026-08-12T14:26:51","modified_gmt":"2026-08-12T17:26:51","slug":"sindrome-da-dor-do-trocanter-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/sindrome-da-dor-do-trocanter-maior\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior: diagn\u00f3stico e tratamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior \u00e9 uma das causas mais comuns de dor na lateral do quadril. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O inc\u00f4modo aparece ao caminhar, subir escadas, ficar muito tempo em p\u00e9 e, principalmente, ao deitar sobre o lado dolorido. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, a dor \u201cdesce\u201d para a lateral da coxa e pode confundir quem suspeita de problema na coluna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com avalia\u00e7\u00e3o bem feita, o tratamento costuma ser conservador e com boa taxa de melhora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o troc\u00e2nter maior<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O troc\u00e2nter maior \u00e9 uma proemin\u00eancia \u00f3ssea do f\u00eamur situada na face lateral do quadril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa regi\u00e3o. inserem-se tend\u00f5es, com destaque para os dos m\u00fasculos gl\u00fateos, respons\u00e1veis por manter a pelve est\u00e1vel durante a caminhada e por modular movimentos de abdu\u00e7\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o do quadril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando ocorre excesso de carga nessas estruturas, \u00e9 comum haver dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o e durante atividades do dia a dia, como levantar da cadeira, entrar no carro ou apoiar o peso em uma \u00fanica perna.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior \u00e9 um conjunto de altera\u00e7\u00f5es que geram dor na lateral do quadril, perto do troc\u00e2nter maior. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Costumava ser chamada de \u201c<strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/bursite-trocanterica\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/bursite-trocanterica\/\">bursite trocant\u00e9rica<\/a><\/strong>\u201d, s\u00f3 que hoje se entende que a bursa pode at\u00e9 participar do quadro, mas a tendinopatia dos gl\u00fateos \u00e9 frequente e muda a forma de conduzir a reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, pense nessa s\u00edndrome como um problema de controle de carga e de mec\u00e2nica do quadril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o abdutor do quadril perde for\u00e7a ou coordena\u00e7\u00e3o, a pelve \u201ccai\u201d mais na marcha, o tend\u00e3o trabalha sob tens\u00e3o maior e a dor aparece.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Causas e fatores de risco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raramente existe uma causa \u00fanica. O quadro costuma surgir pela soma de sobrecargas e detalhes do movimento. Entre os fatores mais comuns, destacamos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Permanecer deitado sobre o lado dolorido por tempo prolongado.<\/li>\n\n\n\n<li>Sentar com as pernas cruzadas ou manter o quadril em adu\u00e7\u00e3o por longos per\u00edodos.<\/li>\n\n\n\n<li>Aumento s\u00fabito de treino (corrida, escadas, caminhadas longas, subidas).<\/li>\n\n\n\n<li>Fraqueza de gl\u00fateos, com pior controle p\u00e9lvico no apoio unipodal.<\/li>\n\n\n\n<li>Sobrepeso, que eleva a demanda de carga na regi\u00e3o lateral do quadril.<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es da marcha por dor no joelho, p\u00e9 ou coluna.<\/li>\n\n\n\n<li>Hist\u00f3rico de cirurgia no quadril ou no membro inferior, com mudan\u00e7a de mec\u00e2nica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mulheres acima dos 40 anos apresentam maior frequ\u00eancia, em parte por diferen\u00e7as anat\u00f4micas e por padr\u00f5es de carga ao longo da vida, mas a s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior tamb\u00e9m aparece em atletas, principalmente em corredores quando h\u00e1 aumento de volume sem recupera\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas mais comuns<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sintoma t\u00edpico \u00e9 dor localizada na lateral do quadril, com sensibilidade ao toque no troc\u00e2nter maior. Outros sinais que ajudam na suspeita s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dor ao deitar de lado, com piora do sono.<\/li>\n\n\n\n<li>Dor ao subir e descer escadas.<\/li>\n\n\n\n<li>Inc\u00f4modo ao levantar de cadeiras baixas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/dor-no-quadril-ao-caminhar\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/dor-no-quadril-ao-caminhar\/\">Dor ao caminhar<\/a> <\/strong>por mais tempo, com sensa\u00e7\u00e3o de \u201cqueima\u00e7\u00e3o\u201d local.<\/li>\n\n\n\n<li>Irradia\u00e7\u00e3o para a lateral da coxa, \u00e0s vezes at\u00e9 o joelho.<\/li>\n\n\n\n<li>Fraqueza percebida no quadril, com inseguran\u00e7a no apoio em uma perna.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, a dor melhora durante o dia e piora \u00e0 noite, muito ligada \u00e0 compress\u00e3o local durante o sono e ao ac\u00famulo de carga ap\u00f3s as atividades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico. A hist\u00f3ria (onde d\u00f3i, quando d\u00f3i, o que piora) e o exame f\u00edsico costumam fechar o quadro. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palpa\u00e7\u00e3o do troc\u00e2nter maior \u00e9 um achado forte, e testes funcionais em apoio unipodal ajudam a identificar dor e falhas de controle p\u00e9lvico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exames de imagem podem ser \u00fateis quando h\u00e1 d\u00favida, quando o quadro n\u00e3o melhora ou quando se suspeita de les\u00e3o tend\u00ednea mais importante. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Radiografia ajuda a avaliar <strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/como-prevenir-a-artrose-no-quadril\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/blog\/como-prevenir-a-artrose-no-quadril\/\">artrose<\/a><\/strong> e outros diagn\u00f3sticos.<\/li>\n\n\n\n<li>Ultrassom e resson\u00e2ncia conseguem mostrar tend\u00f5es e bursas, mas o resultado precisa bater com os sintomas, porque altera\u00e7\u00f5es podem aparecer mesmo em quem n\u00e3o tem dor.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento geralmente come\u00e7a com ajustes de carga e reabilita\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 reduzir a compress\u00e3o local, recuperar a for\u00e7a dos abdutores e devolver a fun\u00e7\u00e3o sem manter o tend\u00e3o irritado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na fase dolorosa, vale focar em tr\u00eas frentes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Controle de carga: reduzir temporariamente escadas, subidas, corrida e longas caminhadas, sem cair em repouso absoluto prolongado.<\/li>\n\n\n\n<li>Medidas analg\u00e9sicas: gelo por per\u00edodos curtos, quando indicado, e medica\u00e7\u00e3o orientada por profissional.<\/li>\n\n\n\n<li>Fisioterapia: exerc\u00edcios progressivos para gl\u00fateos e melhora do controle do quadril na marcha e nas tarefas do dia a dia.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos selecionados, recursos como ondas de choque, infiltra\u00e7\u00e3o e outras abordagens podem entrar como apoio, quando a dor impede a evolu\u00e7\u00e3o da reabilita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto \u00e9 n\u00e3o tratar s\u00f3 o sintoma. Sem corrigir a mec\u00e2nica e a capacidade de carga, a s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior tende a voltar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a cirurgia pode ser considerada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cirurgia n\u00e3o \u00e9 o padr\u00e3o. Ela \u00e9 reservada para situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ruptura significativa de tend\u00f5es gl\u00fateos confirmada em imagem e com impacto funcional importante.<\/li>\n\n\n\n<li>Dor persistente ap\u00f3s um programa conservador bem conduzido por tempo adequado. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o depende do tipo de les\u00e3o, do n\u00edvel de limita\u00e7\u00e3o e do objetivo do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando existe d\u00favida sobre a causa da dor lateral do quadril, uma <strong><a href=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drtiagobernardes.com.br\/\">consulta com especialista em quadril para diagn\u00f3stico personalizado<\/a><\/strong> ajuda a diferenciar essa s\u00edndrome de problemas intra-articulares, dor lombar referida e outras condi\u00e7\u00f5es que mudam o plano de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o e risco de recorr\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prevenir \u00e9, basicamente, manter capacidade de carga e evitar compress\u00f5es repetidas. Confira algumas orienta\u00e7\u00f5es que compartilho com meus pacientes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Fortalecer gl\u00fateos e musculatura do core, com progress\u00e3o bem planejada.<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar dormir sempre sobre o lado dolorido, usando travesseiro entre as pernas se necess\u00e1rio.<\/li>\n\n\n\n<li>Aumentar treino por etapas, sem saltos bruscos de volume.<\/li>\n\n\n\n<li>Cuidar da mec\u00e2nica: cal\u00e7ado, padr\u00e3o de corrida, t\u00e9cnica de subida e descida.<\/li>\n\n\n\n<li>Tratar dores no joelho, p\u00e9 e coluna, que alteram a marcha e redistribuem a carga.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um plano consistente, a maioria dos pacientes melhora bem, mas o tempo varia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns evoluem em poucas semanas, outros precisam de meses, principalmente quando a dor est\u00e1 instalada h\u00e1 muito tempo ou quando h\u00e1 grande perda de for\u00e7a abdutora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQs<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior \u00e9 a mesma coisa que bursite?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o necessariamente. A bursa pode participar, mas \u00e9 comum haver irrita\u00e7\u00e3o tend\u00ednea dos gl\u00fateos, o que muda o foco para reabilita\u00e7\u00e3o e controle de carga.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dormir de lado piora a s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. A compress\u00e3o direta na lateral do quadril costuma piorar a dor. Um travesseiro entre as pernas pode reduzir a compress\u00e3o quando voc\u00ea deita de lado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais exames confirmam o diagn\u00f3stico?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico. Radiografia, ultrassom e resson\u00e2ncia ajudam quando h\u00e1 d\u00favida ou quando se suspeita de les\u00e3o tend\u00ednea relevante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fisioterapia resolve sempre?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na maioria dos casos, sim, quando h\u00e1 progress\u00e3o correta de for\u00e7a e ajuste de atividades. Casos com ruptura tend\u00ednea importante podem exigir outra abordagem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Infiltra\u00e7\u00e3o \u00e9 indicada para todo mundo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Pode ajudar em casos selecionados, principalmente quando a dor impede o avan\u00e7o do fortalecimento. Deve ser indicada ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo leva para melhorar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Varia. Muitos melhoram em 6 a 12 semanas com reabilita\u00e7\u00e3o bem conduzida. Quadros cr\u00f4nicos ou com grande fraqueza podem levar mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"A s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior \u00e9 a mesma coisa que bursite?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"N\u00e3o necessariamente. A bursa pode participar, mas \u00e9 comum haver irrita\u00e7\u00e3o tend\u00ednea dos gl\u00fateos, o que muda o foco para reabilita\u00e7\u00e3o e controle de carga.\"\n      }\n    },\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"Dormir de lado piora a s\u00edndrome da dor do troc\u00e2nter maior?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"Sim. A compress\u00e3o direta na lateral do quadril costuma piorar a dor. 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