Câncer no quadril é um termo usado quando tumores afetam os ossos da pelve ou do fêmur proximal.
O tema assusta, porém, ter acesso à informação clara ajuda no diagnóstico precoce e no plano de cuidado certo.
Este guia reúne sinais de alerta, exames indicados e caminhos de tratamento para quem suspeita de câncer no quadril.
O que é câncer no quadril
O câncer no quadril pode surgir no próprio osso ou na cartilagem, caracterizando o tipo primário.
Quando vem de outro órgão e se instala no quadril, trata-se de metástase.
O quadril sustenta o corpo, dá amplitude de movimento e suporta grandes cargas. Com um tumor, a dor aparece, a marcha muda e o equilíbrio perde firmeza.
Entre os tumores primários mais vistos estão osteossarcoma, condrossarcoma e sarcoma de Ewing.
Metástases de mama, próstata, pulmão e rim também acometem o quadril com frequência
Sinais e sintomas
Nem todo desconforto é câncer no quadril, porém, alguns sinais pedem atenção médica rápida:
- Dor profunda no quadril, pior à noite ou em repouso prolongado
- Dor que irradia para virilha, coxa ou joelho, com rigidez ao levantar
- Inchaço local e sensibilidade ao toque
- Limitação de movimento e dificuldade para andar, sentar ou subir escadas
- Claudicação e mudança no padrão da marcha
- Fratura com trauma mínimo, sinal de osso fragilizado
- Perda de peso sem explicação e fadiga persistente
- Febre baixa intermitente em alguns casos
A presença dos sinais não confirma câncer no quadril. O diagnóstico depende de avaliação clínica e exames.
Tipos que podem atingir o quadril
- Osteossarcoma: mais visto em adolescentes e adultos jovens. Acomete ossos de rápido crescimento e pode aparecer no quadril.
- Condrossarcoma: nasce na cartilagem, típico de adultos. A pelve é local frequente.
- Sarcoma de Ewing: tumor agressivo de ossos e partes moles em crianças e jovens.
- Mieloma múltiplo: doença hematológica que forma lesões líticas no osso do quadril.
- Metástase óssea no quadril: vinda de outros tumores sólidos. Exige manejo oncológico e ortopédico conjunto.
Diagnóstico: exames que confirmam
- Raio X: primeiro passo para ver padrão da lesão e integridade óssea.
- Ressonância magnética: define tamanho, extensão e relação com partes moles e cartilagem.
- Tomografia computadorizada: detalha osso cortical e ajuda no planejamento cirúrgico.
- Cintilografia ou PET-CT: rastreia focos no esqueleto e pesquisa metástases.
- Exames laboratoriais: hemograma, marcadores inflamatórios e testes específicos conforme a hipótese.
- Biópsia: confirma o tipo histológico e orienta o tratamento. Deve ser planejada pelo time que fará a cirurgia.
Estadiamento e prognóstico
Depois da confirmação, o estadiamento avalia se o câncer no quadril está localizado ou espalhado.
O resultado direciona a cirurgia, necessidade de quimioterapia, radioterapia e terapias alvo.
Fatores que pesam no prognóstico incluem histologia, tamanho do tumor, resposta ao tratamento sistêmico e status funcional do paciente.
Tratamento
O plano é individual e envolve ortopedia oncológica, oncologia clínica e radioterapia. O objetivo é controlar o tumor, preservar função e reduzir dor.
- Cirurgia: ressecção com margens seguras. Em muitos casos é possível salvar o membro com reconstrução por prótese modular, enxerto ósseo ou cimento ortopédico.
- Quimioterapia: indicada para osteossarcoma e sarcoma de Ewing, entre outros, no pré e no pós-operatório conforme protocolos.
- Radioterapia: útil para controle local, alívio da dor e prevenção de fraturas patológicas.
- Terapias alvo e imunoterapia: aplicadas em tumores selecionados segundo biópsia e biomarcadores.
- Controle da dor e do osso: analgésicos em escada, bifosfonatos ou denosumabe para reduzir reabsorção óssea e risco de fratura.
Reabilitação e prevenção de fraturas
- Uso de bengala, andador ou muletas para reduzir carga quando indicado
- Fisioterapia para recuperar amplitude, força do core e estabilidade pélvica
- Evitar impactos e torções até liberação médica
- Suplementação de cálcio e vitamina D quando prescrita
- Monitoramento periódico por imagem para checar consolidação e integridade da reconstrução
Quando procurar um especialista
Dor noturna persistente, inchaço sem trauma claro, perda de força e fratura com queda leve são sinais para marcar consulta com ortopedista de quadril ou ortopedista oncológico.
Quanto antes a avaliação, maior a chance de preservar a função e reduzir complicações do câncer no quadril.
FAQs
Câncer no quadril sempre causa dor à noite?
A dor noturna é frequente, porém não é regra. O padrão varia conforme o tipo de tumor, tamanho e inflamação local. Qualquer dor que não melhora por duas semanas merece investigação.
Metástase óssea no quadril tem cura?
O foco é controle, alívio da dor e prevenção de fraturas. Em alguns casos, a doença fica estável por longos períodos com terapia sistêmica e radioterapia, somadas ao cuidado ortopédico.
Qual exame é mais útil para confirmar o diagnóstico?
A ressonância define extensão local e a biópsia confirma o tipo do tumor. O time médico escolhe os demais exames conforme cada caso.
Toda cirurgia de câncer no quadril exige prótese?
Não. A necessidade de prótese depende do local, do tamanho e da estabilidade do osso após a ressecção. Há alternativas com enxertos e fixações internas.
Quando devo usar muleta ou bengala?
Quando existe risco de fratura ou dor que piora com carga. O especialista define o apoio e o tempo de uso para proteger o osso até o tratamento definitivo.
- Tumor no fêmur tem cura? Diagnóstico e tratamento - 27/08/2025
- Dor na cabeça do fêmur ao andar: como aliviar e tratar - 27/08/2025
- Quanto tempo dura a cirurgia de prótese no quadril? - 26/08/2025