Revisado por Dr. Tiago Bernardes Ortopedista especialista em quadril · CRM-GO 13.658 / RQE 8594 · Revisado em 12 de agosto de 2026
Fratura do colo do fêmur: a abordagem com o Dr. Tiago Bernardes
Em fratura do colo do fêmur, a decisão que mais pesa não é qual implante usar. É quanto tempo o paciente vai passar deitado antes de voltar a apoiar o pé no chão.
A avaliação começa pelo que a pessoa fazia antes da queda: se caminhava sozinha, se saía de casa, se usava apoio. Esse dado define a expectativa realista de recuperação e orienta a escolha entre fixar a fratura ou substituir a articulação.
A cirurgia é planejada com a equipe clínica, para que a compensação das condições de saúde não vire uma espera indefinida. Quando o quadro permite, o objetivo é operar nas primeiras 24 a 48 horas e iniciar a fisioterapia no dia seguinte.
Como funciona o atendimento para fratura do colo do fêmur
Atendimento inicial
Avaliação da fratura por radiografia, controle da dor e checagem das condições clínicas em conjunto com o clínico.
Definição da conduta
Fixação com parafusos ou substituição por prótese, conforme o desvio da fratura, a idade e a autonomia prévia.
Cirurgia precoce
Realizada assim que as condições permitem, porque cada dia parado aumenta o risco de complicação.
Reabilitação imediata
Saída da cama com fisioterapia nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia, com apoio de andador.
Prevenção da próxima
Investigação de osteoporose e adequação da casa, porque a fratura por queda sinaliza osso enfraquecido.
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Quando procurar atendimento imediato
Depois de uma queda, principalmente em pessoa idosa, procure avaliação de urgência se houver:
- Incapacidade de apoiar o peso na perna ou de ficar de pé
- Dor intensa na virilha ou na região do quadril após a queda
- Perna que parece mais curta ou rodada para fora
- Dor no quadril que persiste dias após a queda, mesmo conseguindo andar com dificuldade
- Queda em pessoa que já teve fratura por fragilidade antes
O que a família precisa saber antes da cirurgia
A cirurgia devolve a possibilidade de andar, mas não devolve autonomia que já não existia. Quem caminhava sozinho tende a voltar a caminhar; quem já andava com dificuldade em casa costuma retornar a esse mesmo patamar. Alinhar essa expectativa antes evita frustração no meio da reabilitação, que é longa.
Fratura do colo do fêmur em Goiânia: unidades e convênios
Setor Bela Vista, Goiânia/GO
(62) 3089-0978
Jardim Planalto, Goiânia/GO
(62) 3914-7001
Consultas particulares
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Convênios
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Perguntas frequentes sobre fratura do colo do fêmur em Goiânia
Na quase totalidade dos casos, sim. O tratamento sem cirurgia obriga a pessoa a ficar semanas na cama, e é justamente a imobilidade que causa as complicações mais graves. O tratamento conservador fica reservado a situações em que o risco da anestesia supera o benefício da cirurgia, o que é raro.
A recomendação é operar dentro das primeiras 24 a 48 horas, quando as condições clínicas permitem. Cada dia de espera aumenta o risco de complicações. Quando há necessidade de compensar uma condição clínica antes, essa decisão é tomada em conjunto com o clínico e o anestesista.
Depende do desvio da fratura e do perfil do paciente. Fratura sem desvio, principalmente em pessoa mais jovem, costuma ser fixada. Fratura desviada em pessoa idosa geralmente é tratada com prótese, porque permite andar mais cedo e evita o risco de a cabeça femoral perder circulação.
Na maioria dos casos, sim, e o objetivo é justamente retomar a marcha. O quanto se recupera depende bastante de como a pessoa andava antes da fratura, das outras doenças que tem e do empenho na fisioterapia. A reabilitação começa ainda no hospital.
O risco não vem do osso, vem de ficar imobilizado. Deitado por dias, o organismo fica exposto a pneumonia, trombose, infecção urinária e perda rápida de massa muscular. É por isso que a cirurgia precoce e a saída da cama nos primeiros dias fazem tanta diferença.
O risco existe e é maior do que na população geral, porque a causa costuma ser o osso enfraquecido. Investigar e tratar a osteoporose, além de reduzir o risco de queda em casa, é parte do tratamento e não um detalhe.
Aviso: este conteúdo tem finalidade informativa e educativa. Não estabelece diagnóstico, não prescreve tratamento e não substitui a consulta com um médico. Cada caso tem particularidades que só podem ser avaliadas presencialmente. Em situações de dor intensa ou incapacidade súbita, procure atendimento médico.